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O Anjo Branco, José Rodrigues dos Santos

Segunda-feira, 15.11.10

Acabei de ler O Anjo Branco, o último romance de José Rodrigues dos Santos, e estou simplesmente encantada!

Recomendo a todos os que são fãs de José Rodrigues dos Santos e mesmo àqueles que não são apreciadores das anteriores obras do autor; recomendo aos curiosos pela temática do Ultramar; a novos e velhos; aos que viveram a história in loco e aos que aprenderam o que nos deixavam aprender.

 

 

 

 

Como o próprio autor diz nas suas notas finais, "Para todos os efeitos, e embora Wiriyamu tenha constituído o maior embaraço público de Portugal na guerra de África, esta obra não é exclusivamente sobre os trágicos acontecimentos nessa aldeia. É antes um romance sobre os Portugueses na África onde nasci, um registo ficcional de um pedaço da minha históriaque procurei abordar nas sua múltiplas contradições e evitando as colorações ideológicas que tendem a simplificar os factos e as suas causas. A história é feita de histórias e são elas que a tornam viva."

 

Sinopse: A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda do mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.

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Fúria Divina, José Rodrigues dos Santos

Sábado, 06.11.10

Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado com uma estranha cifra - 6AYHAS1HA8RU.

 

Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o bovo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.

E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica?

Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.

 

Comprei-o no seu lançamento no Centro Comercial Colombo, local que, na minha opinião, não foi o mais adequado para o tão aguardado regresso de José Rodrigues dos Santos.

A confusão era imensa; já o é num dia normal de ida ao shopping mas, misturado com o lançamento de um novo livro de um dos escritores mais vendidos em Portugal e com o mediatismo em volta do sumo da obra, foi impossível ouvir o escritor e os demais convidados, como também foi impossível sequer chegar junto a JRS e pedir para que autografasse a obra. Ficará para uma próxima Feira do Livro!

 

Sendo uma viciada na leitura, por vezes compro os livros que me interessam quando estes são lançados, fazendo com que a lista de livros por ler fique enorme e parada por algum tempo. Foi o que aconteceu com Fúria Divina.

Devido ao facto de ter muitos livros inclinados para as "teorias da conspiração", levei alguns meses sem poder olhar para obras deste género. Sou da opinião de que o nosso estado de espírito condiciona o nosso tipo de leitura, fazendo que um livro seja bom ou mau consoante a altura que o lemos.

Cansada de todas as conspirações que andava a ler, achei que seria de bom tom fazer esperar o Tomás Noronha por alguns meses. Não fosse ele ficar "pendurado" e ser abandonado a meio da leitura.

 

Minto se disser que gostei do livro da primeira à última página!

Levei-o comigo para mais uma ida a São Miguel e foi deveras doloroso ingrenar na leitura. Talvez não tenha esperado o tempo suficiente para me limpar de toda a conspiração que andou à minha volta. Mas, foi sol de pouca dura! Rapidamente consegui envolver-me na história e não conseguia para de a ler, já que aborda uma temática bastante mediática, envolvente e polémica - o Fundamentalismo Islâmico.

 

Aquando da escrita deste post, já há um novo romance de JRS nas bancas - O Anjo Branco. Já o tenho em minha posse e já me está a fazer companhia à noite. Em breve poderão encontrar a minha apreciação.

 

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Conversas de Escritores, José Rodrigues dos Santos

Domingo, 08.08.10

Engana-se aquele que pensa que não vale a pena adquirir esta obra por ter assistido todos os programas/conversas quando estes passaram na RTP-N.

Conversas de Escritores, o livro pós-programa, vem mostrar o que ficou por detrás das câmaras. É, sem dúvida, uma excelente forma de conhecermos melhor os escritores que por lá passaram.

Dan Brown, Miguel Sousa Tavares, Paulo Coelho, Isabel Allende, José Saramago, Ian McEwan, Gunter Grass, Sveva Casati Mogignani, Luís Sepúlveda, Jeffrey Archer - são os nomes dos entrevistados. Um leque variado, para todos os gostos literários.

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por Paula Patricio às 15:03

A Ilha das Trevas, José Rodrigues dos Santos

Quarta-feira, 02.07.08

Ontem, acabei de ler A Ilha das Trevas do jornalista José Rodrigues dos Santos.  Esta obra é "apenas" mais uma uma grande obra deste grande escritor. Todos os livros com temáticas diferentes, sabem cativar o leitor da primeira à última página.

A Ilha das Trevas foi comprada numa das minhas idas à Feira do Livro, àquela em que o escritor estáva na banca da Gradiva para uma sessão de autógrafos. O vício foi maior do que a carteira e lá comprei as obras que me faltavam - A Ilha das Trevas e A Filha do Capitão.

A Ilha das Trevas foi lido em tempo record - 4 dias - tal não era a vontade de saber mais e mais.

A Ilha das Trevas relata a vida em Timor desde a saída dos portugueses, a invasão dos Indonésios, até à independência deste novo país que ficará sempre na história como o primeiro país do século XXI.

Aconselho a todos os que se interessam pela temática em si em lerem esta obra. Escrita por um jornalista tem, quanto a mim, uma maior veracidade dos factos e é relatada de forma bastante simples.

O livro simplesmente arrepiou-me com tamanha brutalidade que existiu desde 1975, após a saída dos portugueses, até 1999, aquando do referendo organizado pela Organização das Nações Unidas, um referendo onde 80% do povo timorense optou pela independência em vez do horror vivido nesses últimos 24 anos.

 

 

"A brisa morna desceu pela montanha e correu docemente pela lagoa de Tacitolo, acariciando a multidão que contemplava, emociada, a tocante cerinómica que decorria no centro do recinto. Foi nesse instante que o orador começou a recitar o poema. 'Um Minuto de Silêncio', de Francisco Borga da Costa. Um minuto de silêncio em memório dos que tombaram.


Calai

Montes

Vales e Fontes

Regatos e ribeiros

Pedras dos caminhos

E ervas do chão,

Calai

Calai

Pássaros do ar

E ondas do mar

Ventos que sopram

Nas praias que sobram

De terras de ninguém,

Calai

Calai

Canas e bambus

Árvores e 'ai-rús'

Palmeiras e capim

Na verdura sem fim

Do pequeno Timor,

Calai

Calai

Calai-vos e calemo-nos

Por um minuto

É tempo de silêncio

No silêncio do tempo

Ao tempo da vida

Dos que perderan a vida

Pela Pátria

Pela Nação

Pelo Povo

Pela Nossa

Libertação

Calai

- Um minuto de silêncio...

 

 

 

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O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos

Terça-feira, 15.01.08


"When He broke the seventh seal, there was silence in heaven"

"Quando Ele quebrou o sétimo selo, fez-se silêncio no céu."

"Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo (...) É aqui que é preciso sabedoria. Quem for dotado de inteligência calcule o númeronda Bestam, porque é o número do homem, e o seu número é: seiscentos e sessenta e seis."

*************************************************************************************
"- João escreve o seguinte: 'Vi, na mão direita do que estava sentado sobre o trono, um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.'
- Um livro com sete selos?
- Sim. Na verdade, intitula-se o LIvro dos Sete Selos. Na descrição de João, Cristo dirigiu-se ao trono e recebeu de Deus esse livro. Foi nessa altura que Jesus, apresentado com a forma de um cordeiro, começou a quebrar os selos um a um.
(...)
- Os primeiros quatro selos fizeram aparecer quatro cavaleiros destruidores. São os quatro cavaleiros do Apocalipse. Um é um conquistador, os outros são portadores da fome, da guerra e da morte. O quinto selo fez aparecer os mártires e o sexto trouxe um terramoto e outros terríveis cataclismos destinados a punir os pecados da humanidade. (...) É então que o texto apresenta a frase fatídica.
(...)
- (...) Quando Ele quebrou o sétimo selo, fez-se silêncio no céu.
- Muito bem (...) Na Bíblia vem escrita essa frase. Cristo quebrou o sétimo selo do Livro dos Sete Selos. E depois? O que aconteceu depois?
(...)
- João viu trovões, relâmpagos e terramotos por toda a parte. Na terra e no mar são lançados fogo, saraiva e sangue, tomando inabitável um terço do planeta. Cai uma estrela do céu e o Sol fica obscurecido pela fumarada. Numa extinção em massa, parte da humanidade e da vida desaparecem (...) Em resumo, começa o apocalipse."

in, O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos

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A Fórmula de Deus, José Rodrigues dos Santos

Terça-feira, 06.11.07

Comecei a ler um novo livro: A Fórmula de Deus, escrito pelo jornalista José Rodrigues dos Santos.
Como já tinha lido o Codex 632 e gostei, achei que seria uma boa aposta ler este também, uma vez que tinha algumas das personagens do Codex 632 e porque o "plot" pareceu-me muito interessante.
É "uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos (...) transporta-nos numa surpreendente viagem até às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida."
Ainda estou no início, mas está a ser uma leitura muito agradável de se ter.
Às páginas tantas, encontrei uma passagem muito interessante, provavelmente a primeira de muitas que vou encontrar ao longo do livro.
Estáva a ler numa esplanada, no meu horário de almoço (que hoje foi pelas 14:00, cansada, saturada e, de certa forma, deprimida, quando cheguei a esta parte.
Fez-me pensar!!! Fez-me pensar naquilo que as pessoas perdem tempo precioso da sua vida tão curta.
Passo a citar:

"Sabes, as pessoas passam pela vida como sonâmbulas, preocupam-se com o que não é importante, querem ter dinheiro e notoriedade, invejam os outros e esmifram-se por coisas que não valem a pena. Levam vida sem sentido. Limitam-se a dormir, a comer e a inventar problemas que as mantenham ocupadas. Privilegiam o acessório e esquecem o essencial (...)
Mas o problema é que a morte não é uma abstracção. Em boa verdade, ela está aqui ao virar da esquina. Um dia, estamos nós muito bem a deambular pela rua da vida como sonâmbulos, vem um médico e diz-nos: você pode morrer. E é nesse instante, quando de repente o pesadelo se torna insuportável, que finalmente despertamos."


Dá que pensar, não dá?!

Um pouco mais à frente, as personagens deambulam sobre uma outra temática também ela muito interessante de se falar: a existência de uma alma!

"É o meu corpo. Refiro-me a ele como se dissesse: é a minha televisão, é o meu carro, é a minha caneta. Neste caso, é o meu corpo. É algo que é meu, é uma propriedade minha (...) Mas se eu digo, o corpo é meu, o que estou a dizer é que eu não sou o corpo. O corpo é meu, não sou eu. Então, o que sou eu? (...) Eu sou os meus pensamentos, a minha experiência, os meus sentimentos. Isso sou eu. Eu sou uma consciência (...) Será que a minha consciência, este eu que sou eu, é a alma?"

"(...) Eu sei que sou eu porque tenho memória de mim mesmo, de tudo o que me aconteceu, mesmo o que aconteceu há apenas um segundo. Eu sou a memória de mim mesmo. E onde se localiza a memória? (...) A minha memória encontra-se localizada no cérebro, armazenada em células. Essas células fazem parte do meu corpo.E é aqui que está a questão. Quando o meu corpo morre, as células da memória deixam de ser alimentadas por oxigénio e morrem também. Apaga-se assim toda a minha memória, a lembrança do que eu sou. Se assim é, como raio pode a alma lembrar-se da minha vida? Se a alma não tem átomos, não pode ter células da memória, não é? Por outro lado, as células onde a memória da minha vida se encontrava gravada já morreram. Nessas condições, como é que a alma se lembra do que quer que seja? Não achas tudo isso um pouco sem sentido?"



"(...) A alma (...)não passa de uma invenção, de uma maravilhosa ilusão criada pelo nosso ardente desejo de escaparmos à inevitabilodade da morte."

Profundo. Muito profundo!
Apesar de estar um pensamento, de certa forma, correcto e inteligente, eu prefiro continuar a pensar que a alma existe mesmo e que poderá voltar à terra quando o nosso corpo e a nossa existência morrer.

Leiam. Vale a pena.
A literatura portuguesa está cada vez melhor.

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